Comunicados sobre o Rio de Alenquer

Cheias 2011

 

Pela segunda vez este Inverno, em 19 de Fevereiro, as ribeiras de Alenquer voltaram a saltar do leito.

Relembramos que no Inverno passado também tivemos uma grandes cheia, a 6 de Março, com amplitude maior que qualquer uma das ocorridas este ano. Se a ocorrência de cheias por dois anos consecutivas é um fenómeno atípico, a ocorrência de duas grandes cheias no mesmo Inverno é ainda mais raro.

Sem que se possa afirmar categoricaemnte que estes fenómenos são já consequência do aquecimento global, a verdade é que a sua ocorrência inscreve-se, na perfeição, nas previsões de multiplicação de fenómenos atmosféricos extremos, como ondas de calor, grandes secas, chuvadas intensas, e vendavais ciclónicos, associados ao aquecimento global. Uma temperatura mais elevada aumenta a evaporação e, se existe mais água na atmosfera, obviamente terá de aummentar a precipitação. Já o modo como esta ocorre e a sua distribuição são factores demasiado complexos para que possam ser aqui analisados. Do mesmo modo, uma atmosfera mais quente possui maior energia, logo umas maior capacidade de produzir fenómenos de grande intensidade.

 

  • DSCI0204
  • DSCI0214
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Na perspectiuva do ordenamento do território, a multiplicação da ocorrência de cheias vem relembrar-nos a importância da salvaguarda do licenciamento de construções em Reseva Ecológica Nacional, nomeadaemnte os leitos de cheia dos rios e as encostas instáveis. Devido à salvaguarda a que estes terrenos estão sujeito, ocorrem pressões sobre as autarquias para que sejam propostas desanexações, com que se pretente obter mais valias milionárias. Que a multiplicação das cheias sirva ao menos para mostrar a importância do ordenamento do território e desmarcarar as reais intenções das propostas de desanexação.

Lontras no Rio de Alenquer


A presença de lontras no Rio de Alenquer, em pleno centro da Vila, foi detectada há já algum tempo. Finalmente, alguém conseguiu filmá-las.

Rio de Ota com Água de Muito Má Qualidade

 


A Quercus alerta para a má qualidade da água dos rios portugueses, e coloca a Ribeira da Ota entre os cursos em que a água é de pior qualidade.Lembramos que já em 2005 a Alambi, num estudo então realizado, denunciou a má qualidade da água desta ribeira, sendo então  o funcionamentio deficiente da ETAR de Atouguia um dos principais suspeitos.  A Quercos vem agora corroborar aquilo que nós já dissemos, quando, pelo menos a olho nu, a qualidade da água deste rio não é agora tão má como nessa altura.
Na bacia hidrográfica desta ribeira existem outras potenciais fontes de poluição, como é o caso das explorações pecuárias, cujos excrementos, se não forem convenientemente tratados, vão contaminar as linhas de água. Lembramos igualmente que a jusante do Canhão Cársico da Ota, em pleno leito do rio, está localizada uma captação da EPAL de dimensão assinalável, e que, este factor, por si só, aconselharia a que houvesse prudência no controlo da qualidade da água que corre na Ribeira da Ota.

Ver comunicado da Quercus

Cheias 2010 - FOTOS

 

A ALAMBI tinha o texto que se segue preparado para ser tornado público. Por coincidência ocorreram hoje, 6 de Março, no concelho de Alenquer, cheias de dimensão considerável, as quais, vêm mais uma vez demonstrar que o Ordenamento do Território não pode ser encarado meramernte como uma figura de retórica. Existem na verdade locais onde é impróprio construir.

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